{"id":6297,"date":"2020-05-18T21:49:52","date_gmt":"2020-05-19T00:49:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufla.org.br\/site\/?p=6297"},"modified":"2021-03-22T22:45:01","modified_gmt":"2021-03-23T01:45:01","slug":"stf-garante-liberdade-de-manifestacao-de-pensamentos-e-ideias-em-universidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/noticias\/stf-garante-liberdade-de-manifestacao-de-pensamentos-e-ideias-em-universidades\/","title":{"rendered":"STF garante liberdade de manifesta\u00e7\u00e3o de pensamentos e ideias em universidades"},"content":{"rendered":"<p><strong>O STF julga procedente a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 548 que visa declarar&nbsp;nulas as decis\u00f5es da Justi\u00e7a Eleitoral que proibiram as manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nas universidades \u00e0s v\u00e9speras&nbsp; do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es de 2018<\/strong><\/p>\n<p>Por unanimidade, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), em sess\u00e3o virtual na noite de quinta-feira (14), julgou procedente a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 548. Com o julgamento de m\u00e9rito da ADPF, os ministros confirmaram a medida cautelar concedida pela ministra C\u00e1rmen L\u00facia e referendada pelo Plen\u00e1rio em outubro de 2018.&nbsp;<\/p>\n<p>A ADPF 548 visava declarar nulas decis\u00f5es da Justi\u00e7a Eleitoral em cinco estados que impuseram a interrup\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, de apre\u00e7o ou reprova\u00e7\u00e3o a candidatos eleitorais, em ambiente virtual ou f\u00edsico de universidades \u00e0s v\u00e9speras do segundo turno da elei\u00e7\u00e3o de 2018.&nbsp;<\/p>\n<p>As decis\u00f5es envolviam busca e apreens\u00e3o de materiais de campanha eleitoral em universidades e associa\u00e7\u00f5es de docentes e proibi\u00e7\u00e3o de aulas com tem\u00e1tica eleitoral e de reuni\u00f5es e assembleias de natureza pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em seu voto, a relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia disse que as decis\u00f5es judiciais violaram o princ\u00edpio constitucional da autonomia universit\u00e1ria e s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 dignidade da pessoa, \u00e0 autonomia dos espa\u00e7os de ensinar e aprender, ao espa\u00e7o social e pol\u00edtico e ao princ\u00edpio democr\u00e1tico.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSendo pr\u00e1ticas determinadas por agentes estatais (ju\u00edzes ou policiais) s\u00e3o mais inaceit\u00e1veis. Pensamento \u00fanico \u00e9 para ditadores. Verdade absoluta \u00e9 para tiranos. A democracia \u00e9 plural em sua ess\u00eancia. E \u00e9 esse princ\u00edpio que assegura a igualdade de direitos na diversidade dos indiv\u00edduos\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>Livre manifesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No julgamento, o STF tamb\u00e9m declarou inconstitucional a interpreta\u00e7\u00e3o dos artigos 24 e 37 da Lei das Elei\u00e7\u00f5es (Lei 9.504\/1997) para justificar atos judiciais ou administrativos que admitam o ingresso de agentes p\u00fablicos em universidades, o recolhimento de documentos, a interrup\u00e7\u00e3o de aulas, debates ou manifesta\u00e7\u00f5es e a coleta irregular de depoimentos pela manifesta\u00e7\u00e3o livre de ideias e divulga\u00e7\u00e3o do pensamento nos ambientes universit\u00e1rios ou em equipamentos sob a administra\u00e7\u00e3o de universidades. Os dispositivos pro\u00edbem propaganda eleitoral de qualquer natureza em bens p\u00fablicos e de uso comum.<\/p>\n<p>Segundo a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, a finalidade da Lei das Elei\u00e7\u00f5es \u00e9 impedir o abuso do poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico e preservar a igualdade entre os candidatos no processo. \u201cO uso de formas l\u00edcitas de divulga\u00e7\u00e3o de ideias, a exposi\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es, ideias, ideologias ou o desempenho de atividades de doc\u00eancia \u00e9 exerc\u00edcio da liberdade, garantia da integridade individual digna e livre, n\u00e3o excesso individual ou voluntarismo sem respaldo fundamentado em lei\u201d, frisou.<\/p>\n<p><strong>Manifesta\u00e7\u00e3o do ANDES-SN<\/strong><\/p>\n<p>A advogada Monya Ribeiro Tavares, da Assessoria Jur\u00eddica Nacional do ANDES-SN, fez sustenta\u00e7\u00e3o oral pelo Sindicato Nacional destacando a institui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica que \u00e9 a universidade. \u201cEla deve ser um espa\u00e7o culturalmente livre, que s\u00f3 pode florescer em um ambiente em que haja respeito \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o de pensamentos, \u00e0 liberdade de express\u00e3o de ideias, ao respeito a cr\u00edticas e ao direito de protestar. Essas s\u00e3o garantias essenciais para que a comunidade universit\u00e1ria possa exercer em plenitude o seu papel na educa\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d, exp\u00f4s.&nbsp;<\/p>\n<p>A ADPF foi ajuizada pela procuradoria-Geral da Rep\u00fablica contra decis\u00f5es de ju\u00edzes eleitorais de Belo Horizonte (MG), Campina Grande (PB), Dourados (MS), Niter\u00f3i (RJ) e do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><em>\u2022&nbsp;&nbsp; &nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es do Portal STF e Mauro Menezes &amp; Advogados<\/em><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O STF julga procedente a Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 548 que visa declarar&nbsp;nulas as decis\u00f5es da Justi\u00e7a Eleitoral que proibiram as manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nas universidades \u00e0s v\u00e9speras&nbsp; do segundo turno das elei\u00e7\u00f5es de 2018 Por unanimidade, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF), em sess\u00e3o virtual na noite de quinta-feira (14), julgou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4839,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":{"isJornal":null,"pdf_do_jornal":null},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/adufla.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/justica-636x360-1.jpg?fit=636%2C360&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6678,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297\/revisions\/6678"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}