{"id":6230,"date":"2020-04-15T10:10:27","date_gmt":"2020-04-15T13:10:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufla.org.br\/site\/?p=6230"},"modified":"2021-03-22T22:45:01","modified_gmt":"2021-03-23T01:45:01","slug":"trabalhadores-informais-no-brasil-estao-entre-os-mais-afetados-no-mundo-diante-da-paodemia-do-covid-19-diz-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/noticias\/trabalhadores-informais-no-brasil-estao-entre-os-mais-afetados-no-mundo-diante-da-paodemia-do-covid-19-diz-oit\/","title":{"rendered":"Trabalhadores informais no Brasil est\u00e3o entre os mais afetados no mundo diante da pandemia do COVID-19, diz OIT"},"content":{"rendered":"<p><strong>Relat\u00f3rio intitulado &#8220;Monitor da OIT: O COVID-19 e o mundo do trabalho&#8221;, divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil tem uma taxa de economia informal de 46%,&nbsp;o que potencializa os danos decorrente do fechamento dos mercados<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil, a \u00cdndia e a Nig\u00e9ria integram a lista dos pa\u00edses mais afetados pela pandemia do Covid-19, e tamb\u00e9m o rol dos que t\u00eam grande n\u00famero de trabalhadores na informalidade. De acordo com o relat\u00f3rio divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), na \u00faltima semana, &#8220;Monitor da OIT: O COVID-19 e o mundo do trabalho&#8221;, o Brasil tem uma taxa de economia informal de 46%.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo o documento, o termo &#8220;economia informal&#8221; refere-se \u00e0 todas as atividades econ\u00f4micas de trabalhadores que n\u00e3o s\u00e3o &#8211; na lei ou na pr\u00e1tica &#8211; cobertos, ou s\u00e3o insuficientemente cobertos, por acordos formais. Isso inclui assalariados sem prote\u00e7\u00e3o social ou outros acordos formais nos setores informal e formal de empresas e trabalhadores aut\u00f4nomos, como vendedores ambulantes e trabalhadores dom\u00e9sticos.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&#8220;Quanto mais desprotegido o trabalhador, menor \u00e9 o acesso dele a bens, servi\u00e7os e pol\u00edticas p\u00fablicas. O Covid-19 tem evidenciado isso, os trabalhadores que t\u00eam uma condi\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o social dada pela sua rela\u00e7\u00e3o de trabalho formal \u2013 com leis que os protegem em momentos como esse &#8211; podem ficar em casa, fazer home office ou outras modalidades, com a sua condi\u00e7\u00e3o salarial asseguradas. J\u00e1 os trabalhadores que n\u00e3o t\u00eam essa condi\u00e7\u00e3o formal institu\u00edda acabam desprotegidos. \u00c9 uma forma funcional para o capitalismo, a desregulamenta\u00e7\u00e3o das leis de prote\u00e7\u00e3o ao trabalho&#8221;, explicou Qelli Rocha, 1\u00ba vice-presidente do ANDES-SN.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO documento da OIT classifica a pandemia como a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, a qual, ao final, poder\u00e1 deixar um rastro de desemprego e precariedade no trabalho. Existe um alto risco de que a previs\u00e3o inicial da organiza\u00e7\u00e3o, de 25 milh\u00f5es de pessoas desempregadas at\u00e9 o final do ano, seja significativamente maior. De acordo com o relat\u00f3rio, 1,25 bilh\u00e3o de pessoas est\u00e3o empregadas em setores considerados de alto risco de aumentos &#8220;dr\u00e1sticos e devastadores&#8221; de demiss\u00f5es, redu\u00e7\u00f5es de sal\u00e1rios e de horas de trabalho. Muitas dessas pessoas trabalham em empregos mal remunerados e de baixa qualifica\u00e7\u00e3o, para as quais uma perda imprevista de renda acarreta consequ\u00eancias devastadoras. Os setores de maior risco incluem hotelaria, servi\u00e7os alimentares, ind\u00fastria transformadora, com\u00e9rcio, atividades empresariais e administrativas. No mundo todo, cerca de quatro em cada cinco pessoas, das 3,3 bilh\u00f5es que comp\u00f5em a for\u00e7a de trabalho global, est\u00e3o sendo afetadas pelo fechamento total ou parcial do local de trabalho.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPara minimizar os efeitos dessa crise mundial, a OIT recomenda que os governos garantam a renda das fam\u00edlias. A institui\u00e7\u00e3o indica medidas pol\u00edticas integradas e de larga escala, como o apoio \u00e0s empresas, ao emprego e \u00e0 renda; est\u00edmulo \u00e0 economia e ao emprego; prote\u00e7\u00e3o de trabalhadores no local de trabalho; di\u00e1logo social entre governos, trabalhadores e empregadores a fim de encontrar solu\u00e7\u00f5es.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPara a diretora do Sindicato Nacional, neste momento de crise a cria\u00e7\u00e3o de instrumentos e mecanismos que dialoguem com a classe trabalhadora se fazem necess\u00e1rios. &#8220;\u00c9 importante que esses trabalhadores saibam que a reposta n\u00e3o est\u00e1 em si, mas para al\u00e9m de si, como na sua organiza\u00e7\u00e3o em termos de direitos. Os direitos n\u00e3o s\u00e3o benesses concedidas pelo Estado. O Estado tem obriga\u00e7\u00e3o de devolver aquilo que a popula\u00e7\u00e3o contribui em termos de impostos. Precisamos defender a gratuidade e universalidade do Sistema \u00danico de Sa\u00fade, lutar pela revoga\u00e7\u00e3o da EC 95, que congela os investimentos p\u00fablicos, lutar pela Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica. O trabalhador j\u00e1 pagou a conta disso, quando ele produz, circula e vende a mercadoria ou a sua pr\u00f3pria for\u00e7a de trabalho, e grande parte fica com o Estado. Ent\u00e3o \u00e9 importante que o Estado proteja o trabalhador.&#8221;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSegundo Qelli, o capitalismo \u00e9 um sistema injusto, desigual, baseado no desequil\u00edbrio, na explora\u00e7\u00e3o e na extra\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. E, mesmo em situa\u00e7\u00e3o de crises extremas, o modelo econ\u00f4mico responsabiliza o trabalhador fazendo com que ele mesmo tenha que encontrar a situa\u00e7\u00e3o para sair dessa condi\u00e7\u00e3o. &#8220;Por exemplo, a MP da renda b\u00e1sica emergencial sancionada, que despende 600 reais para as fam\u00edlias, \u00e9 um direito do trabalhador. Como o trabalhador n\u00e3o pode vender a sua for\u00e7a de trabalho, o Estado &#8216;concede&#8217; para que as pessoas n\u00e3o morram de fome. \u00c9 um direito. Entretanto, esse valor corresponde, em m\u00e9dia, ao pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica. Ent\u00e3o, o trabalhador n\u00e3o vai conseguir pagar o aluguel, \u00e1gua, energia el\u00e9trica, g\u00e1s, a conta de telefone&#8221;, criticou.<\/p>\n<p><strong><em>Fonte: ANDES-SN<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio intitulado &#8220;Monitor da OIT: O COVID-19 e o mundo do trabalho&#8221;, divulgado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil tem uma taxa de economia informal de 46%,&nbsp;o que potencializa os danos decorrente do fechamento dos mercados O Brasil, a \u00cdndia e a Nig\u00e9ria integram a lista dos pa\u00edses mais afetados pela [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6231,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":{"isJornal":null,"pdf_do_jornal":null},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/adufla.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/shutterstock_1665920683.jpg?fit=1592%2C791&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6230"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6230\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6689,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6230\/revisions\/6689"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}