{"id":5622,"date":"2019-07-01T14:57:52","date_gmt":"2019-07-01T17:57:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufla.org.br\/site\/?p=5622"},"modified":"2021-03-22T22:45:35","modified_gmt":"2021-03-23T01:45:35","slug":"salario-de-professores-com-nivel-superior-e-30-menor-que-de-profissionais-com-a-mesma-escolaridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/noticias\/salario-de-professores-com-nivel-superior-e-30-menor-que-de-profissionais-com-a-mesma-escolaridade\/","title":{"rendered":"Sal\u00e1rio de professores com n\u00edvel superior \u00e9 30% menor que de profissionais com a mesma escolaridade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Estudos tra\u00e7am retrato preocupante da educa\u00e7\u00e3o. Diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o pode superar 100% no mercado, dependendo das redes em que estudantes tenham obtido diplomas<\/strong><\/p>\n<p>A&nbsp;valoriza\u00e7\u00e3o&nbsp;de quem est\u00e1 \u00e0 frente da sala de aula deveria ser o carro-chefe da&nbsp;educa\u00e7\u00e3o, mas se tornou um dos maiores desafios do pa\u00eds. Um dos principais sintomas da falta dela \u00e9 o&nbsp;sal\u00e1rio&nbsp;de quem dedica a vida a estabelecer os alicerces sobre os quais se formar\u00e3o outros profissionais. Estudo do&nbsp;Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o&nbsp;mostra que um&nbsp;professor&nbsp;do ensino b\u00e1sico formado em&nbsp;n\u00edvel superior&nbsp;ganha, em m\u00e9dia, 30% menos que outro profissional com a mesma escolaridade. Pior: mudar esse cen\u00e1rio e equiparar as condi\u00e7\u00f5es de&nbsp;remunera\u00e7\u00e3o&nbsp;parece longe da realidade. Isso porque seria necess\u00e1rio, segundo a mesma organiza\u00e7\u00e3o, um investimento de pelo menos 43% nessa etapa escolar, que vai do ensino infantil ao m\u00e9dio. E o pa\u00eds d\u00e1 cada vez mais sinais de que n\u00e3o falta est\u00edmulo e reconhecimento apenas a quem ensina, mas tamb\u00e9m a quem se forma. Estudo da&nbsp;Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargasrevela que o tipo de estabelecimento onde se cursou o n\u00edvel m\u00e9dio e a gradua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 determinante para rebaixar ou elevar os vencimentos de profissionais \u2013 disparidade que pode superar os 100% e que persiste mesmo entre profissionais que se formaram igualmente em universidades federais.<\/p>\n<p>Mais grave que o diagn\u00f3stico talvez seja a proje\u00e7\u00e3o sobre essas desigualdades. Mal de sa\u00fade em termos econ\u00f4micos, o pa\u00eds dificilmente ter\u00e1 recursos para investir o tanto que deveria no setor, conforme destaca o coordenador de projetos do Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, Caio Callegari. Ele explica que o pagamento do educador responde pela principal fatia do gasto em educa\u00e7\u00e3o. Em 2018, o rendimento m\u00e9dio dos professores da&nbsp;educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica&nbsp;com curso superior correspondia a 69,8% do sal\u00e1rio m\u00e9dio dos profissionais de outras \u00e1reas com o mesmo n\u00edvel de escolaridade. Enquanto a m\u00e9dia salarial de quem ensina foi de R$ 3.823 no ano passado, a do conjunto dos trabalhadores brasileiros graduados ficou em R$ 5.477, segundo o Anu\u00e1rio Brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o 2019 (veja arte). Ao se comparar o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos profissionais de \u00e1reas de exatas ou sa\u00fade, a defasagem \u00e9 de 50%.<\/p>\n<p>Em&nbsp;Minas, 85,6% dos docentes do ensino b\u00e1sico se formaram na universidade, sendo que 36,3% deles t\u00eam p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Em n\u00edvel nacional, esses n\u00fameros ficam em 79,9% e 36,9%, respectivamente. Em compensa\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia salarial dos professores da rede p\u00fablica vem crescendo. Nos \u00faltimos sete anos, o aumento foi de 6,4%, aponta o documento. Mas os desafios de melhor remunera\u00e7\u00e3o persistem e se expressam por outros indicadores. Cerca de 10% dos munic\u00edpios, por exemplo, ainda n\u00e3o t\u00eam plano de carreira para seus professores.<\/p>\n<p><strong>Falta incentivo \u00e0 especializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>As dificuldades escondidas por tr\u00e1s dos n\u00fameros aparecem no dia a dia dos profissionais de ensino e se refletem na falta de est\u00edmulo objetivo ao aprimoramento. Na sala de aula h\u00e1 16 anos, o professor de ci\u00eancias e biologia Ary Luiz Gon\u00e7alves, de 39 anos, trabalha atualmente em uma escola estadual no Bairro Gameleira, na Regi\u00e3o Oeste de Belo Horizonte, e em um estabelecimento privado no Bairro S\u00e3o Paulo (Regi\u00e3o Nordeste). Defendeu na semana passada sua tese de mestrado, mas, apesar do investimento na carreira, n\u00e3o acredita numa escalada financeira. \u201cTenho a impress\u00e3o, \u00e0s vezes, de que essa diferen\u00e7a salarial \u00e9 maior do que 30%. Na rede estadual ainda h\u00e1 uma porcentagem pequena de acr\u00e9scimo no sal\u00e1rio por causa da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o vou receber nem R$ 3 mil. Na particular n\u00e3o tem incentivo, a especializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 valorizada\u201d, afirma. \u201cA p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 mais para minha capacita\u00e7\u00e3o pessoal. O mestrado abre a possibilidade de dar aulas em uma faculdade, mas tamb\u00e9m n\u00e3o garante nada, porque os estabelecimentos n\u00e3o est\u00e3o contratando em car\u00e1ter efetivo.\u201d<\/p>\n<p>Ary leciona para alunos do 6\u00ba ano do fundamental at\u00e9 o 3\u00ba do m\u00e9dio. No estado, o sal\u00e1rio l\u00edquido \u00e9 de R$ 2,3 mil. \u201cTenho esposa e filha. Com uma rede s\u00f3 \u00e9 imposs\u00edvel sustentar a fam\u00edlia. Queria que n\u00e3o fosse assim, porque \u00e9 meu local de trabalho. Falta estrutura, falta compromisso de outros colegas e uma s\u00e9rie de fatores ajuda a desvalorizar a profiss\u00e3o\u201d, diz. O professor considera que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dinheiro que vai mudar a educa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para mudar o sistema de uma hora para outra. \u00c9 preciso investimento n\u00e3o s\u00f3 financeiro, mas de estrutura, de material dispon\u00edvel para fazer trabalho diferenciado. A escola p\u00fablica onde dou aula n\u00e3o tem verba para o transporte de uma excurs\u00e3o. Quando conseguimos ve\u00edculo, \u00e0s vezes, \u00e9 doa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Muito mais que uma quest\u00e3o financeira, uma sinaliza\u00e7\u00e3o cultural. Para especialistas que analisam as disparidades de rendimento entre educadores do ensino b\u00e1sico e profissionais de outras \u00e1reas, demonstradas no \u00faltimo Anu\u00e1rio Brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o, estimular o aprimoramento dos professores \u00e9 um indicador do que o pa\u00eds projeta para o futuro.<\/p>\n<p>O coordenador de projetos do Movimento Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, Caio Callegari, afirma que a disparidade da remunera\u00e7\u00e3o dos docentes \u00e9 fruto do baixo investimento em educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. O Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE) determina a valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais do magist\u00e9rio das redes p\u00fablicas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a fim de equiparar o rendimento m\u00e9dio ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente, at\u00e9 o fim do sexto ano da vig\u00eancia do plano, ou seja, at\u00e9 2020. \u201cEquiparar \u00e9 o primeiro passo. Quando se olha para os sistemas de educa\u00e7\u00e3o de qualidade do mundo, eles t\u00eam em comum a valoriza\u00e7\u00e3o dos professores. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 salarial, mas cultural, tem a ver com a imagem do docente como o profissional mais importante para o futuro do pa\u00eds\u201d, diz.<\/p>\n<p>Apesar de ainda muito distante do ideal, a situa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou. Em 2012, a m\u00e9dia salarial de um professor graduado correspondia a 61% da remunera\u00e7\u00e3o de outros profissionais tamb\u00e9m com forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel superior. Callegari chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de pensar uma carreira que estimule o professor a se formar, fazer cursos de forma\u00e7\u00e3o continuada e ter experi\u00eancias pedag\u00f3gicas fora da sala de aula.<\/p>\n<p>Por enquanto, isso parte muito mais da paix\u00e3o de cada profissional do que propriamente do reconhecimento financeiro ou est\u00edmulo pelo aprimoramento. Que o digam pessoas como o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Bruno Ambr\u00f3zio Teixeira, de 33. Lecionando h\u00e1 10 anos, ele tem bacharelado, licenciatura e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Mas, na escola particular n\u00e3o tem remunera\u00e7\u00e3o extra pela especializa\u00e7\u00e3o. A recompensa vem apenas do estado: 5% a mais. Por 18 aulas por semana na rede, s\u00e3o R$ 2 mil. Al\u00e9m das duas redes, para dar um pouco mais de musculatura ao contracheque ele trabalha em uma cl\u00ednica. \u201cO dinheiro \u00e9 suado e se eu fosse um pai de fam\u00edlia complicaria, teria muitos problemas\u201d, diz.<\/p>\n<p>EVOLU\u00c7\u00c3O&nbsp;A hist\u00f3ria de Bruno se confunde com seu amor pela profiss\u00e3o. De 2006, quando tinha apenas 18 anos, at\u00e9 2008 trabalhou como porteiro de uma escola particular da Regi\u00e3o Centro-Sul de BH, sempre mirando o sonho de se formar em educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Morador do Bairro Conjunto Cristina, em Santa Luzia, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, trabalhava de dia e fazia faculdade \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Em 2008 e 2009 foi para uma outra escola, no Bairro Funcion\u00e1rios, onde ocupou o cargo de disciplin\u00e1rio. Depois teve a oportunidade de lecionar, quando terminou a faculdade, aos 22 anos. Na fam\u00edlia todos s\u00e3o da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. O irm\u00e3o g\u00eameo, Breno, tem a mesma hist\u00f3ria \u2013 de porteiro a professor \u2013 e a irm\u00e3 tamb\u00e9m trabalha em institui\u00e7\u00e3o escolar, na parte administrativa. \u201cEscolhi o curso de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica porque gosto. Amo o que fa\u00e7o. Ver o aluno caminhando \u00e9 o melhor sal\u00e1rio que recebo. E v\u00ea-los formados \u00e9 muito gratificante\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em um trabalho no qual assume diversos pap\u00e9is, atuando ora como mestre, ora como pai e por vezes, psic\u00f3logo, levar sua hist\u00f3ria de vida para os alunos da rede p\u00fablica \u00e9 uma das formas encontradas por Bruno para estimular os adolescentes a seguir em frente. E o trabalho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em na escola. Em casa, \u00e9 preciso se dedicar a planejamento de aulas e se atualizar sempre. \u201cBriga-se muito pela equidade, mas ela s\u00f3 vir\u00e1 a longo prazo.\u201d<\/p>\n<p>Desn\u00edvel salarial resiste \u00e0s cotas<\/p>\n<p>As disparidades na educa\u00e7\u00e3o, que come\u00e7am entre aqueles respons\u00e1veis por ministrar a forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica aos estudantes do pa\u00eds, se estendem a profissionais que j\u00e1 conseguiram o sonhado diploma do ensino superior, apesar de pol\u00edticas afirmativas que buscam democratizar o acesso \u00e0s universidades p\u00fablicas brasileiras. \u00c9 o que mostra estudo desenvolvido na Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio Cont\u00ednua (PNADC) de 2018. O trabalho indicou que profissionais com o mesmo n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o remunerados de maneiras distintas, dependendo da rede na qual cursaram o ensino m\u00e9dio e o superior. A diferen\u00e7a nos casos extremos pode chegar a 140%.<\/p>\n<p>O trabalho indica que&nbsp; disparidade na educa\u00e7\u00e3o, que se tentou amenizar promovendo o acesso de estudantes a universidades p\u00fablicas por meio da Lei das Cotas, ficam escancaradas na ponta final do processo. Alunos do ensino p\u00fablico e privado devem ter chances de ingresso divididas meio a meio nas institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior, mas elas se perdem ao longo do curso e as desigualdades voltam \u00e0 tona em um raio-x do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>De acordo com estudo do pesquisador Daniel Duque, da \u00e1rea de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV Ibre), o relat\u00f3rio da PNADC mostra que, apesar de o pa\u00eds ter avan\u00e7ado, a desigualdade persiste. O especialista constatou que a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 cada vez mais escolarizada. Mas, ainda h\u00e1 uma enorme diferen\u00e7a de classe e entre os estudantes do ensino p\u00fablico e privado. Superar essa segmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos desafios do pa\u00eds. Segundo o estudo de Duque, formados em universidades p\u00fablicas e no ensino m\u00e9dio privado ganhavam cerca de 140% a mais, em 2017, do que aqueles que tinham se formado em universidades privadas e no ensino m\u00e9dio p\u00fablico. Em 2016, essa diferen\u00e7a era de pouco menos de 114%.<\/p>\n<p>\u201cEsse levantamento mostra que, apesar de avan\u00e7os, a educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica brasileira ainda est\u00e1 longe de ser inclusiva. H\u00e1 um esgotamento da melhora via Lei de Cotas e uma redu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de jovens de classe social mais baixa pleiteando uma vaga na universidade p\u00fablica, devido ao mercado de trabalho ainda fragilizado e \u00e0 necessidade de procurar um trabalho\u201d, diz o economista.<\/p>\n<p>Ano passado, de cada 100 brasileiros 17 tinham ensino superior \u2013 um aumento em rela\u00e7\u00e3o a 2016, quando eram apenas 15. O principal destino dos alunos de n\u00edvel superior ainda \u00e9 a universidade privada. Mas o levantamento mostra que as universidades p\u00fablicas j\u00e1 s\u00e3o consideravelmente inclusivas: em 2018, cerca de 74% dos alunos dessas institui\u00e7\u00f5es tinham vindo de escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Mas os dados mostram que, entre 2017 e 2018, n\u00e3o houve avan\u00e7os na inclus\u00e3o. \u201cOs dados apontam para uma estagna\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o de estudantes de ensino m\u00e9dio p\u00fablico nas universidades p\u00fablicas, que n\u00e3o necessariamente vai melhorar\u201d, destaca. \u201cE indicam que o mercado de trabalho tem aumentado sua concentra\u00e7\u00e3o de renda em linha com tal segmenta\u00e7\u00e3o. Apesar das cotas, ex-alunos de ensino m\u00e9dio privado ainda s\u00e3o maioria entre os que se formam em cursos mais competitivos, como medicina e engenharia\u201d, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Junia Oliveira\/Estado de Minas<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos tra\u00e7am retrato preocupante da educa\u00e7\u00e3o. Diferen\u00e7a de remunera\u00e7\u00e3o pode superar 100% no mercado, dependendo das redes em que estudantes tenham obtido diplomas A&nbsp;valoriza\u00e7\u00e3o&nbsp;de quem est\u00e1 \u00e0 frente da sala de aula deveria ser o carro-chefe da&nbsp;educa\u00e7\u00e3o, mas se tornou um dos maiores desafios do pa\u00eds. Um dos principais sintomas da falta dela \u00e9 o&nbsp;sal\u00e1rio&nbsp;de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5623,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":{"isJornal":null,"pdf_do_jornal":null},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/adufla.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/20190701073209285160a-Foto-Marcos-Vieira-EM-D.A-Press.jpg?fit=776%2C395&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5622"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5622\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6772,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5622\/revisions\/6772"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}