{"id":5409,"date":"2019-04-22T15:49:22","date_gmt":"2019-04-22T18:49:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufla.org.br\/site\/?p=5409"},"modified":"2021-03-22T22:46:17","modified_gmt":"2021-03-23T01:46:17","slug":"seminario-internacional-do-andes-sn-debate-os-desafios-do-sindicalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/noticias\/seminario-internacional-do-andes-sn-debate-os-desafios-do-sindicalismo\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio Internacional do ANDES-SN debate os desafios do sindicalismo"},"content":{"rendered":"<p>O sindicalismo precisa se dispor a construir la\u00e7os de solidariedade com trabalhadores de outras categorias, menos organizadas e mais fragmentadas. O argumento \u00e9 de Marcelo Badar\u00f3, docente do departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense (UFF).<\/p>\n<p>Ele apresentou suas reflex\u00f5es na mesa&nbsp;<em>Decomposi\u00e7\u00e3o e a Recomposi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora<\/em>, que encerrou o Semin\u00e1rio Internacional do ANDES-SN. O evento foi realizado na Adunb (Se\u00e7\u00e3o Sindical), nos dias 10 e 11 de abril.<\/p>\n<p>Para Badar\u00f3, os sindicatos precisam estar abertos a \u201cser influenciados por movimentos mais amplos, como de mulheres, de negros. Todos os que lutam por condi\u00e7\u00f5es dignas de vida\u201d, disse. De acordo com o docente, organizar lutas pode potencializar a mobiliza\u00e7\u00e3o de toda a classe trabalhadora. \u201cOs trabalhadores empregados e desempregados, os movimento de opress\u00e3o, contra a viol\u00eancia de Estado, por moradia\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p>O historiador afirmou que o movimento sindical pode e deve fazer muito mais na constru\u00e7\u00e3o de pontes com outros movimentos. Por exemplo, com greves de solidariedade aos trabalhadores terceirizados.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m compondo a mesa, o professor Ricardo Antunes, do departamento de sociologia da Unicamp, defendeu ideia semelhante. Ele refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o de profundos la\u00e7os entre os sindicatos, os movimentos sociais e os movimentos contra opress\u00f5es. \u201c\u00c9 preciso entender as quest\u00f5es do nosso tempo. As quest\u00f5es de g\u00eanero, as raciais, a quest\u00e3o ambiental s\u00e3o cruciais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ricardo Antunes afirmou que \u201cos sindicatos t\u00eam muito a aprender com os movimentos sociais. O sindicato pode e deve tentar articul\u00e1-los\u201d. Para ele \u00e9 necess\u00e1rio pensar um novo modo de vida para o s\u00e9culo XXI, quando a extrema direita se assume como tal e o capitalismo se mostra irreform\u00e1vel. \u201cEstamos numa era da devasta\u00e7\u00e3o. O capitalismo n\u00e3o quer concilia\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Para o docente, \u00e9 importante que a esquerda tamb\u00e9m se afirme como tal, \u201cpara al\u00e9m dos movimentos de mulheres, de negros, de trabalhadores\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>O Semin\u00e1rio<\/strong><br \/>\nO Semin\u00e1rio Internacional do ANDES-SN teve como tema central \u201cUniversidade, Ci\u00eancia e Classe em uma era de crises\u201d. O evento aconteceu nos dias 10 e 11 de abril, no audit\u00f3rio da Associa\u00e7\u00e3o dos Docentes da Universidade de Bras\u00edlia (Adunb \u2013 Se\u00e7\u00e3o Sindical do ANDES-SN). A realiza\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Internacional \u00e9 uma delibera\u00e7\u00e3o do 38\u00ba Congresso do Sindicato Nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sindicalismo precisa se dispor a construir la\u00e7os de solidariedade com trabalhadores de outras categorias, menos organizadas e mais fragmentadas. O argumento \u00e9 de Marcelo Badar\u00f3, docente do departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele apresentou suas reflex\u00f5es na mesa&nbsp;Decomposi\u00e7\u00e3o e a Recomposi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, que encerrou o Semin\u00e1rio Internacional do ANDES-SN. 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