{"id":3079,"date":"2017-07-01T09:37:17","date_gmt":"2017-07-01T12:37:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adufla.org.br\/site\/?p=3079"},"modified":"2021-03-22T22:47:17","modified_gmt":"2021-03-23T01:47:17","slug":"universidades-federais-pedem-socorro-brasil-afora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/adufla.org.br\/site\/noticias\/universidades-federais-pedem-socorro-brasil-afora\/","title":{"rendered":"Universidades federais pedem socorro Brasil afora"},"content":{"rendered":"<p>O or\u00e7amento da Uni\u00e3o de 2017 \u00e9 6,7% inferior ao do ano passado. Como a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi corrigida, o or\u00e7amento deste ano \u00e9, em valores constantes, 13,5% menor do que o de 2016. Na Educa\u00e7\u00e3o, o MEC j\u00e1 bloqueou parte do or\u00e7amento e informou que poder\u00e1 haver contingenciamento de 10% a 15% de custeio, 15% a 20% de receitas pr\u00f3prias das universidades e de 30% a 40% de capital.<\/p>\n<p>Em maio, o governo federal anunciou um corte de R$ 42,1 bilh\u00f5es no or\u00e7amento aprovado para o ano de 2017, e o MEC teve um dos maiores cortes: R$ 4,3 bilh\u00f5es, o que representa uma diminui\u00e7\u00e3o de 12% no montante anteriormente definido em R$ 35,74 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h4>Audi\u00eancia P\u00fablica no Senado analisa os cortes nos or\u00e7amento da IFES<\/h4>\n<p>Os cortes no or\u00e7amento e a falta de execu\u00e7\u00e3o das dota\u00e7\u00f5es previstas prejudicam universidades e institutos federais. Se a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudar, 2018 poder\u00e1 ser ainda pior. Foi o que afirmaram os reitores que participaram de audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado Federal, no m\u00eas de maio, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Representantes de universidades e institutos federais relataram que as dificuldades financeiras s\u00e3o resultado da demora nos repasses do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e do corte de 6,64% no or\u00e7amento de 2017 que, aliado \u00e0 n\u00e3o corre\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o, representa cerca de 20% a menos de recursos para as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.<\/p>\n<p>Para a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior, \u00c2ngela Maria Paiva Cruz, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, se n\u00e3o houver o repasse de recursos suplementares ainda neste ano, o efeito da Emenda do Teto de Gastos pode ser fatal para alguns cursos e para os campi do interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A presidente da comiss\u00e3o, senadora F\u00e1tima Bezerra (PT-RN), afirmou que o colegiado enviar\u00e1 ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o as reivindica\u00e7\u00f5es apresentadas durante o debate e cobrar\u00e1 provid\u00eancias. O documento constar\u00e1 de um resumo das principais dificuldades que as escolas t\u00e9cnicas e universidades federais est\u00e3o enfrentando neste momento, bem como as principais reivindica\u00e7\u00f5es dos representantes das universidades.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o havia confirmado presen\u00e7a, mas n\u00e3o enviou representante para a audi\u00eancia p\u00fablica.<\/p>\n<h4>Universidades federais do pa\u00eds n\u00e3o ter\u00e3o dinheiro para pagar contas<\/h4>\n<p>Em junho, a Universidade de Bras\u00edlia demitiu 175 terceirizados, entre porteiros, recepcionistas e trabalhadores da \u00e1rea de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), na Zona da Mata mineira, teve um corte de 27% no valor de custeio em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, bem acima da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 10%. O repasse caiu de R$ 91 milh\u00f5es para R$ 66 milh\u00f5es. O pr\u00f3-reitor de Planejamento, Eduardo Cond\u00e9, teme que a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o consiga funcionar plenamente no ano que vem.<\/p>\n<p>J\u00e1 na UFMG, pesquisas importantes s\u00e3o afetadas pela redu\u00e7\u00e3o de recursos. O alerta foi feito pela professora Leda Vieira, coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Bioqu\u00edmica da institui\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s j\u00e1 detectamos diminui\u00e7\u00e3o radical de bolsas para residentes p\u00f3s-doutorais. Ent\u00e3o, pessoas que est\u00e3o trabalhando, por exemplo, com doen\u00e7a de chagas, leishmaniose, zika, chikungunya n\u00e3o t\u00eam mais acesso a essas bolsas e est\u00e3o tendo que abrir uma padaria com um doutorado em bioqu\u00edmica nas costas (SIC). N\u00f3s temos a diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que \u00e9 uma bolsa muito importante porque \u00e9 a bolsa que traz o estudante de gradua\u00e7\u00e3o pra dentro do laborat\u00f3rio&#8221;.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, de 2014 para 2016, o n\u00famero de bolsistas do CNPq foi reduzido de 6.200 E 200 para 4.600 na UFMG. Isso porque o valor investido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico despencou de R$ 105 milh\u00f5es para R$ 62 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), funcion\u00e1rios terceirizados que prestam servi\u00e7os b\u00e1sicos, como limpeza e seguran\u00e7a, podem ser demitidos em breve, j\u00e1 que a verba para esses contratos teve corte de 20%.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), o or\u00e7amento deste ano caiu 11%: de R$ 117 milh\u00f5es para R$ 104 milh\u00f5es. Por causa disso, a reitoria alertou que as obras de v\u00e1rios laborat\u00f3rios, de dois restaurantes universit\u00e1rios e de uma Unidade de Atendimento em Sa\u00fade podem ser paralisadas.<\/p>\n<p>Na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), a reitoria anunciou em junho a demiss\u00e3o de 21 cont\u00ednuos, 6 recepcionistas, 86 trabalhadores do contrato de serralheria, marcenaria, carpintaria, pintura, estofamento e lustra\u00e7\u00e3o, 62 porteiros e cerca de 21% de servidores da limpeza, seguran\u00e7a e vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), trabalhadores de limpeza e de portaria est\u00e3o sendo demitidos desde o m\u00eas de abril. A institui\u00e7\u00e3o afirma gastar 58% do or\u00e7amento de custeio anual com o pagamento de terceirizados e, diante da crise, decidiu reduzir 25% do valor dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no interior do Rio Grande do Sul, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) demitiu 66 vigilantes em abril e, em maio, 120 trabalhadores de limpeza e portaria. A reitoria da institui\u00e7\u00e3o reclama que o governo federal s\u00f3 liberou 60% do or\u00e7amento de custeio previsto para a UFSM.<\/p>\n<p>Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que no dia 31\/7 decidiu suspender o ano letivo de 2017 por tempo indeterminado, docentes e t\u00e9cnico-administrativos n\u00e3o t\u00eam recebido em dia seus sal\u00e1rios. A situa\u00e7\u00e3o dos terceirizados tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil. Em 2016, mais de mil trabalhadores foram demitidos, e o quadro n\u00e3o foi reposto. Na UERJ, a comunidade acad\u00eamica chega a fazer \u201cvaquinhas\u201d para comprar materiais de limpeza e ajudar na manuten\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>UFLA<\/h4>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade Federal de Lavras (UFLA), a ADUFLA formalizou junto ao DCOM uma solicita\u00e7\u00e3o quanto aos or\u00e7amentos previstos e executados em 2016 e 2017. Os dados ser\u00e3o publicados em breve.<br \/>\nReunidos em assembleia no dia 8 de junho, os docentes discutiram a proposta de quantifica\u00e7\u00e3o do trabalho apresentado pela dire\u00e7\u00e3o da UFLA. Ficou definida naquele momento uma comiss\u00e3o de professores para a elabora\u00e7\u00e3o de mo\u00e7\u00e3o rep\u00fadio sobre o trabalho da comiss\u00e3o e que conclamasse os e as docentes para participar de grupo de trabalho para construir metodologia mais coerente.<\/p>\n<p>No dia 20 de junho, foram realizadas duas assembleias em sequ\u00eancia, sendo que a primeira trouxe novos elementos em torno das discuss\u00f5es iniciadas na reuni\u00e3o anterior sobre a Quantifica\u00e7\u00e3o da Carreira Docente. Ao final, a mo\u00e7\u00e3o de rep\u00fadio foi encaminhada para vota\u00e7\u00e3o na segunda assembleia, sendo aprovada por unanimidade.<\/p>\n<h4>Mo\u00e7\u00e3o de Rep\u00fadio<\/h4>\n<p>A assembleia dos\/as docentes da ADUFLA vem se manifestar contra o car\u00e1ter difamat\u00f3rio e particularista do documento intitulado \u201cIdentifica\u00e7\u00e3o e mapeamento das atividades do corpo docente da UFLA: Iniciativas para o aprimoramento dos processos de gest\u00e3o\u201d, que n\u00e3o contempla os diversos fazeres acad\u00eamicos da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s reuni\u00f5es que v\u00eam sendo realizadas em diversos departamentos, em especial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s posturas p\u00fablicas da comiss\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o e mapeamento do trabalho docente, a assembleia manifestou estranheza e rep\u00fadio a falas denotando ironia, deboche e amea\u00e7as veladas provenientes desta comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Os\/as docentes reiteram a necessidade de uma avalia\u00e7\u00e3o de forma a homogeneizar cargas de trabalho e nortear o cumprimento da miss\u00e3o institucional, colocando-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da reitoria para a discuss\u00e3o de crit\u00e9rios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O or\u00e7amento da Uni\u00e3o de 2017 \u00e9 6,7% inferior ao do ano passado. 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